27 de out. de 2008

Projeto? Projetos!...

Enquanto Luana apresenta ao grupo exercícios de treinamento vocal e vocalizes a serem realizados antes das apresentações, Pedro convida a todos para uma oficina de construção de instrumentos de percussão artesanais. O PG fala sobre cantos e ritmos populares brasileiros que vivenciou com mestres e artistas, nos terreiros, nas rodas de samba e nos encontros inusitados nos bares e bailes da vida... O Leo não fica pra trás com os seus bordões na sua viola de 7 cordas, além de ser uma biblioteca musical ambulante. Renatinho: exímio conhecedor de cantigas populares, apresenta ao grupo as canções que aprendeu em sua terra, Diamantina, bem como em outras cidades mineiras por onde passou – e passa. Enquanto isso, em outro âmbito, Luana e Leo trocam idéias sobre técnicas de desenho e violão... e por aí passam alguns dos vários projetos do SARAVÁ!.

24 de out. de 2008

A sorrir eu pretendo levar a vida



O Projeto SARAVÁ! presta aqui a sua homenagem aos 100 anos de Cartola. Conheça um pouco da história desse músico:



O cantor, compositor e poeta brasileiro Angenor de Oliveira, mais conhecido como Cartola, nasceu no Rio de Janeiro em 11 de outubro de 1908. Era um dos sambistas que compunham a velha-guarda da escola de samba Estação Primeira de Mangueira, sendo considerado o suposto responsável tanto pela escolha do nome, como das cores adotadas pela Escola (verde e rosa).

Seu envolvimento com o carnaval começou cedo. Aos oito anos de idade já participava desfilando em blocos carnavalescos de rua. Foi morar no morro da Mangueira, aos onze anos, por problemas financeiros em sua família.

Apesar da riqueza de suas poesias e da quantidade em que as produziu, Cartola estudou somente até o primário. Pelo fato de jamais ter conseguido se integrar ao mercado de trabalho, passou sua vida trabalhando em bicos. Foi pedreiro, pintor de paredes, lavador de carros, vigia de prédio e contínuo de repartição pública.

Foi trabalhando como pedreiro que ganhou seu apelido, "Cartola". Quando trabalhava com cimento estava sempre sujando seus cabelos, o que o aborrecia bastante, pois ele era muito vaidoso. Passou então a sempre usar um chapéu, assim seus cabelos estavam protegidos do cimento. Seus amigos então o apelidaram de Cartola.

É ao lado de Dona Zica, uma viúva com quem se casa em1952, que Cartola compõe "As Rosas não Falam", "Nós Dois" (dois dias antes do casamento de Cartola e Dona Zica), "Tive Sim" e "O sol Nascerá" (parceria com Elton Medeiros e gravada na voz de Nara Leão).

Na década de 60 Cartola, Dona Zica e mais dois sócios fundam o botequim ZiCartola que se torna um ponto de encontro dos grandes sambistas da ocasião e onde surgem grandes talentos.

É somente em 1974, já aos 65 anos, que grava seu primeiro disco, Cartola, produzido por Marcus Pereira.

Morre em 30 de novembro de 1980, de câncer, no Rio de Janeiro.

Apesar do grande sucesso de seus sambas, Cartola morre pobre, morando numa casa doada pela prefeitura do Rio de Janeiro.

Nas décadas seguintes são muitas as homenagens póstumas prestadas a Cartola por artistas como Beth Carvalho, Alcione, Paulinho da Viola, Chico Buarque, Leny Andrade, Cazuza, Marisa Monte e outros. Nos anos 2000, o cantor Ney Matogrosso lançou o CD "Ney Canta Cartola" e o DVD "Ney Canta Cartola Ao Vivo".


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cartola_(sambista)